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Por Mathias Luiz | 13/01/2019 | Evolução
O Poder do Agora


Eu decidi ler o livro “O poder do Agora” por recomendação da minha mãe. Estava enfrentando um momento de alta ansiedade e tive a impressão de que o livro conversaria bem com meus anseios.

Depois de processar o resumo dele no Site 12 min, me convenci total de que a leitura valeria a pena. Dito e feito :). Foi super fluida e cumpriu bem seu papel de diminuir minhas preocupações.

Nela, o Eckhart Tolle – alemão listado em 2016 como a 4˚ maior espiritualista influente pela Watkin’s Review – compartilha uma prática espiritual bem interessante e simples.

Ele a chama de “o Poder do Agora”, que (diga-se de passagem) me pareceu bastante similar às técnicas de mindfulness com que já tive contato.

O fluxo do livros se dá no formato de perguntas e respostas, em que um entrevistador faz as perguntas e o Eckhart desenvolve suas idéias em cima delas.

Se eu pudesse resumir este livro numa única passagem, seria a seguinte:

“Se você acha insuportável o seu aqui e agora e isso te faz infeliz, há três opções:

1 - Abandone a situação

2 - Mude-a

3 - Aceite-a plenamente

Escolha uma dessas opções e faça agora.

Depois, arque com as consequências. Sem desculpas. Sem negatividade.Sem poluição física.

Mantenha limpo o seu espaço interior

"Aceite o que quer que venha para você nas tramas do destino, pois o que se ajustaria mais adequadamente às suas necessidades?" Marco Aurélio

Mas, como para se chegar a esse nível de entendimento não é do dia para noite, vamos explorar 10 reflexões ao redor de diferentes temas que o autor aborda.

Ressalva: não tenho a intenção de transmitir nenhuma ideologia religiosa ou algo do gênero. Apenas busquei extrair da experiência do autor alguns aprendizados que nos ajudem na Maestria, isto é, Desenvolvimento Pessoal ou a Arte de Viver.


Reflexão#1: Pratique a Atenção Plena

Esta passagem aqui talvez é prática que o autor recomenda aplicarmos no dia-a-dia e que vai ser o portal para todas as experiências, idéias e compreensões sobre “o Poder do Agora”.

Assemelha-se bastante às técnicas de mindfulness com que já tive contato através dos aplicativos: calm (inglês), headspace (inglês), zen (português) e do Savasana (parte de relaxamento) das minhas próprias aulas de Shivam Yoga e também do livro do Google Search Inside Yourself.

“Feche os olhos. Deite-se de costas. Escolha partes diferentes do corpo para dirigir a sua atenção por alguns momentos, como mãos, pés, braços, pernas, abdômen, peito, cabeça, etc. Sinta o campo de energia dessas partes tão intensamente quanto puder. Detenha-se mais ou menos por 15 segundos em cada ponto. Deixe sua atenção percorrer o corpo, como uma onda, dos pés à cabeça e da cabeça aos pés. Leva apenas cerca de um minuto. Depois disso, sinta seu corpo em sua totalidade, como um campo de energia único. Mantenha essa sensação por alguns segundos. Esteja intensamente presente em cada célula do seu corpo durante esse tempo. Não se preocupe se a mente, ocasionalmente, conseguir desviar a sua atenção para fora do corpo e se você se perder em algum pensamento. Assim que você perceber que isso aconteceu, retorne a sua atenção para o seu corpo interior.”

A recomendação dele é que pratiquemos esse fluxo ao acordar, antes de dormir ou em qualquer brecha que tivemos ao longo do dia, a que chama de “inundar o corpo com consciência.”


Reflexão#2: Escute com Atenção Plena

O autor também traz algumas sugestões interessantes de como trazer a prática espiritual para o contexto da escuta:

“Quando você pára para ouvir uma outra pessoa, não escute só com a mente, escute com todo o seu corpo.

Sinta o campo de energia do seu corpo interior enquanto escuta. Isso desvia a atenção do pensamento e cria um espaço de serenidade que possibilita a você ouvir realmente, sem que a mente interfira."

Além disso, ele acrescenta que neste caso, nós damos à outra pessoa um espaço para ela ser.

É o presente mais precioso que podemos dar a alguém. A maioria das pessoas não sabe ouvir, porque uma grande parte da atenção delas está dominada pelo pensamento.

Prestam muito mais atenção à mente do que às palavras da outra pessoa.  Quase não dão nenhuma atenção ao que realmente importa, que é o ser da outra pessoa que está debaixo das palavras e da mente.


Reflexão#3: Busque a Expansão da Consciência

Algo bem interessante que achei desse livro foi a forma simples como o autor defende o estado de iluminação espiritual, que ele chama de “Não Manifesto”.

Claro, isso não torna o projeto fácil, mas pelo menos sem tantos mitos.

A primeira forma de alcancá-lo, é através da concentração plena no seu corpo:

“É possível ficar consciente do Não Manifesto em todas as ocasiões. Você sentirá uma profunda paz em algum lugar lá no fundo, uma serenidade que nunca abandonará você, não importa o que aconteça lá fora.

Você será a ponte entre o Não Manifesto e o manifesto[…]. Esse é o estado de conexão com a Fonte. É o que chamamos iluminação.”

A segunda delas – talvez mais desafiadora e inimaginável no mundo frenético em que vivemos – tem a ver com parar de pensar:

“Um outro portal para o Não Manifesto é a paralisação do pensamento. Isso pode começar de um modo muito simples, ao prestar atenção à própria respiração ou olhar concentradamente para uma flor, em um estado de alerta total, de tal modo que não haja espaço para nenhum comentário mental ao mesmo tempo.”

E a terceira e última:

“A entrega, ou seja, o abandono de qualquer resistência mental e emocional ao que é, também é um portal para o Não Manifesto."

É só a partir deste momento em que se alcança o portal do Não Manifesto, é que a experiência do amor universal vem como consequência, além da sensação de que “dominou o mundo” ou “zerou o jogo” (hehe):

“O Amor não é um portal. Ele é o que vem através do portal até este mundo. Nossa tarefa não é buscar o amor, mas sim encontrar um portal através do qual ele possa entrar.

Este é o momento em que você  “conquista o mundo”, nas palavras de Jesus, ou, como Buda colocou, “você passou para a outra margem”.

Os obstáculos para a expansão de consciência são os mesmos para homens e mulheres?

O autor traz a seguinte opinião:

“São, mas com uma ênfase diferente.”

O desafio das mulheres, é estarem conscientes o bastante para abandonar a identidade vitimizada no nível pessoal, porque algumas ainda estão presas a uma identidade coletiva de vítima pela opressão dos homens.

Elas “estão certas” porque o sofrimento coletivo feminino é, em grande parte, decorrente da violência masculina, bem como da repressão dos princípios femininos por todo o planeta, durante milênios.

Apesar de alertar as mulheres para os pontos acima, no fim do dia o autor afirma

 “É mais fácil para uma mulher sentir e estar em seu corpo, e, por tabela, está naturalmente mais próxima do Ser e potencialmente mais próxima da iluminação do que o homem.”

Ao mesmo tempo, com essa afirmação ele deixa subliminar que o homem – em geral – está mais desconectado da natureza.

Finalmente, para ambos, ele recomenda que não usem o sofrimento para criar uma identidade.


Reflexão#4:  Identifique a Raiz dos seus Vícios

Essa passagem aqui já se explica por si só:

“Todo vício surge de uma recusa inconsciente de encararmos nossos próprios sofrimentos.

Todo vício começa no sofrimento e termina nele.

Qualquer que seja o vício – álcool, trabalho, raiva, abstenções, comida, drogas legais ou ilegais, ou mesmo uma pessoa – é um meio que usamos para encobrir o sofrimento.”

O Eckhart é categórico em afirmar que elas são pseudossaídas e que portanto, não nos libertamos do sofrimento.

“O sofrimento não diminui de intensidade quando o tornamos inconsciente. Quando você nega o sofrimento emocional, tudo o que você faz ou pensa fica contaminado por ele.

Você o irradia, por assim dizer, como a energia que se desprende de você, e outros vão captá-lo subliminarmente.”


Reflexão#5: Ressignifique seus Relacionamentos

Nesse tópico, o autor dá várias sugestões, incluindo os subtópicos de abstenção, busca da companhia perfeita e de como praticar o Poder do Agora neste contexto específico que envolve duas pessoas.

Mas, antes, ele dá um panorama geral e alinha a expectativa do que de fato deveríamos esperar dos relacionamentos:

“Nunca antes os relacionamentos foram tão problemáticos e oprimidos por conflitos como hoje em dia. Você deve ter notado que eles não aparecem para nos fazer felizes ou satisfeitos.

Se você continuar buscando um relacionamento como forma de salvação, vai se desiludir cada vez mais.”

Contudo, se nós aceitarmos que o relacionamento está aqui para nos tornar mais conscientes do que necessariamente “feliz”, então o relacionamento vai nos dar a salvação e o alinhamento com – o que ele chama de – “a consciência que quer nascer neste mundo.”

Abstenção


“Evitar se relacionar como uma tentativa de evitar o sofrimento também não é a resposta. O sofrimento está lá, de qualquer jeito.

Três relacionamentos infelizes em alguns anos têm mais probabilidades de forçar você a acordar do que três anos em uma ilha deserta ou trancafiado em seu quarto.”

Esse trecho aqui eu achei que o autor tinha falado pra mim que estou trancafiado no quarto agora haha.

Mas, falando sério de novo, o que achei interessante é ele sempre volta ao ponto da consciência plena, que é o cerne de tudo, mesmo em situações aparentemente ambíguas, como a seguinte:

“Mas, se você puder colocar uma presença intensa em sua solidão, neste caso você estará livre de sofrimentos.”

(Agora me senti bem de novo).

Interessante, não?

Busca pela companhia perfeita

Essa aqui ele resolve direto seu ponto fazendo esta pergunta:

“Por que não cooperar no atual relacionamento ou próximo, em vez de evitá-los ou continuar a perseguir a ilusão de uma companhia ideal, como uma resposta para os problemas ou um meio de encontrar satisfação?”

Como Praticar o Poder do Agora nos Relacionamentos

Na mesma medida em que apontou os problemas no contexto dos relacionamentos, o escritor também oferece sugestões de como lidar com eles:

“Se você notar um comportamento inconsciente no parceiro, prenda-o no abraço amoroso do seu saber, de modo que você não tenha uma reação.

A inconsciência e o conhecimento não conseguem conviver por muito tempo, mesmo que o conhecimento esteja só com uma pessoa e a outra não tenha consciência do que está fazendo.

A forma de energia que existe por trás da agressão e da hostilidade acha a presença do amor absolutamente insuportável.”

A opinião que ele guarda é que se nós reagirmos à inconsciência do parceiro(a), também ficamos inconscientes.

Mas se ficarmos alerta à sua reação, daí a situação fica favorável.

Ainda, outra armadilha levantada para a prática de consciência é o julgamento do outro:

“Se o outro se comportar de modo inconsciente, abandone qualquer julgamento.

O julgamento tanto serve para as pessoas confundirem o comportamento inconsciente com quem elas são de verdade quanto para projetar a própria inconsciência sobre a outra pessoa e se enganar por causa disso sobre quem elas são.”

E uma importante distinção que ele pontua é que abandonar qualquer julgamento não significa não reconhecer a disfunção e a inconsciência quando se deparar com ela.

Ao invés, significa “ser o saber”, e não “ser a reação” ou o juiz.

Neste momento  de “ser o saber”, definido por ele como o espaço no qual a reação é observadae onde ela se permite existir,  não não vamos querer reagir ou poderemos reagir deliberadamente.

Neste grau, em vez de brigar com o escuro, nós trazemos a luz. Em vez de reagirmos a uma desilusão, nós vemos a desilusão, mas, ao mesmo tempo, enxergamos através dela.”

Tolle escreve:

“Acusar, defender, atacar – todos esses padrões destinados a fortalecer ou proteger o ego ou a atender às necessidades dele irão se tornar supérfluos.

Dar espaço aos outros – e a si mesmo – é fundamental. O amor não consegue florescer sem isso.

Quando você tiver removido os dois fatores que destroem os relacionamentos e o seu parceiro tiver feito o mesmo, vocês vão sentir a alegria do desabrochar do relacionamento.”

“Ser o saber”, que tem tudo a ver com a dica do Dalai Lama de separar o agente da ação, cria um espaço nítido de presença amorosa que permite a todas as coisas e pessoas serem como são.

Não existe maior catalisador para que a transformação aconteça. Se nós adotarmos essa prática, o outro não conseguirá permanecer inconsciente na sua presença consequentemente.

Para finalizar o tópico, o alemão diz que é ótimo se o casal topa fazer do relacionamento uma prática espiritual de consciência plena.

A vantagem é que podem contar ao outro os pensamentos e sentimentos tão logo apareçam ou assim que uma reação desponte, de modo que não dá tempo para surgir melindres, queixas e situações inconscientes em geral.

Opostamente,

se o  parceiro continua identificado com a mente e com o sofrimento e nós já nos libertamos dela, vai ser um grande desafio…

Mas não para nós, mas para ele mesmo.

Isso porque, segundo o autor, não é fácil conviver com uma pessoa iluminada, ou melhor, é tão fácil que o ego acha extremamente ameaçador.

Lembre-se de que o ego precisa de problemas, disputas e “inimigos” para fortalecer o sentido de separação de onde tira a sua identidade, finaliza o espiritualista.


Reflexão#6: Não confunda Felicidade com Paz Interior

Existe diferença entre felicidade e paz interior?

O Eckart defende o seguinte:

“A felicidade depende de circunstâncias consideradas positivas, ao passo que a paz interior não precisa delas.”

E dá o seguinte exemplo:

“Quando a pessoa amada acabou de morrer, ou se sentimos a nossa própria morte se aproximar, não podemos nos sentir felizes.

É impossível.

Mas, podemos estar em paz.

Pode até haver tristeza e lágrimas, mas, se deixarmos de resistir, conseguiremos perceber uma profunda serenidade por baixo da tristeza, uma calma, uma presença sagrada.

Isso é a emanação do Ser, isso é a paz interior, o bem que não tem opositores.”

A Metáfora do Lago

Tendo ultrapassado as fronteiras construídas pela mente, você passa a ser como um lago profundo, ele concebe:

“Sua situação de vida e o que acontece no mundo exterior são a superfície do lago, às vezes calmo, às vezes cheio de ondas por causa do vento, conforme os períodos e as estações.

Lá no fundo, porém, o lago é sempre sereno.

Você é esse lago por inteiro, não apenas a superfície, e está em contato com a sua própria profundidade, que permanece absolutamente serena.

Você não reage a uma mudança ao se apegar mentalmente a qualquer situação. A sua paz interior não depende dela.”

Ainda acrescenta que neste estado de consciência, não somos mais dependentes da satisfação ou da felicidade do mundo exterior, das formas constantemente flutuantes.

Podemos até desfrutá-las, brincar com elas, criar novas formas, apreciar a beleza de todas. Mas não há mais necessidade de se apegar a nenhuma delas.

Uma metáfora bem sugestiva essa, não?


Reflexão#7: Não confunda Entrega com Passividade

Já que um dos conceitos chave deste livro é a aceitação como forma de expansão da consciência, um possível risco nessa reflexão é a gente confundí-la com conformismo ou passividade na hora de trazer para a prática.

Em relação a isso, o Tolle clarifica:

“Entrega é um fenômeno puramente interior.

Isso não quer dizer que não possamos fazer alguma coisa no campo exterior para mudar a situação.

Na verdade, não é a situação completa que temos de aceitar quando falo de entrega, mas apenas o segmento minúsculo chamado o Agora.”

Por exemplo, se a gente estiver atolado na lama, ele não está dizendo para a gente tomar uma atitude conformista do tipo “ok, aceito que a lama me engula…”  “me conformo de estar atolado aqui.

Nada a ver mesmo, pois aceitar não significa desistir.

Não precisamos desistir diante de uma situação indesejável ou desagradável na sua vida.

Nem precisamos nos iludir e dizermos que não há nada errado  na situação.

Nada disso.

Nós temos completa consciência de que desejamos sair dali.

Logo, recomenda ele:

“Reduza sua atenção ao momento presente, sem atribuir a essa situação nenhum rótulo mental.

Isso significa que não existe nenhum julgamento do Agora.  Em consequência, não existe nenhuma resistência, nenhuma negatividade emocional.

Você aceita a “existência” do momento.”

A seguir, a atitude é fazer tudo o que puder para sairmos da lama, o que ele chama de ação positiva.

Por último, o autor alerta:

“Não confunda entrega com atitudes do tipo “não ligo mais para nada”.

Essas atitudes estão cheias de negatividade na forma de um ressentimento oculto, portanto não se trata de entrega, mas de uma resistência disfarçada.”

Na hora da entrega, é hora de dirijir a atenção para dentro para verificar se existe algum traço de resistência que tenha ficado no nosso interior.

Fiquemos bem alerta ao fazermos isso, do contrário um resíduo de resistência pode ter ficado escondido em algum cantinho escuro, na forma de um pensamento ou de uma emoção desconhecida.


Reflexão#8: O Foco e o Planejamento estão no Agora

O autor também relaciona o poder do agora com o tema do foco:

“Através da não resistência, a qualidade da nossa consciência e, portanto, a qualidade do que estivermos fazendo ou criando aumenta sem medidas.

Os resultados vão falar por si mesmos e refletir essa qualidade. Podemos chamar isso de “ação de entrega”.

Olhe para uma situação específica e pergunte-se: “Existe alguma coisa que eu possa fazer para mudar essa situação, melhorá-la ou me retirar dela?”

Se houver, você toma a atitude adequada.

Não se prenda às mil coisas que você vai ter que fazer em algum tempo futuro, mas à única coisa que você pode fazer agora.

Isso não significa que você não deva traçar um plano.

Planejar talvez seja a única coisa que você possa fazer agora.

Mas certifique-se de que você não vai começar a rodar “filmes mentais”, se projetar no futuro e, assim, perder o Agora.”

Talvez a atitude que vamos tomar não dê frutos imediatamente.

Até que ela dê, sua recomendação é que não resistamos ao que é. Se não houver nada que possamos fazer para escapar da situação, isso pode ser uma oportunidade para irmos mais fundo na Entrega e mais fundo no Agora.


Reflexão#9: Aprenda a Dizer Não sem Negatividade

O autor escreve de forma enxuta:

“É possível dizer “não” de modo firme e claro para alguém e, ao mesmo tempo, permanecer em um estado de não resistência interior.

Ao dizer “não” a uma pessoa ou situação, você não deve reagir, mas sim agir de acordo com um insight, uma firme convicção do que é certo ou errado para você naquele momento.

Permita que isso seja um “não” sem reação, um “não” de alta qualidade, um “não” livre de toda a negatividade e, desse modo, não gere mais sofrimento.”


Reflexão#10: Aprenda a Não Precisar Perdoar Ninguém

Para fechar o resumo, essa última reflexão aqui foi a que achei mais disruptiva. Olha só o que o Eckhart escreve:

“Perdão” é uma palavra que vem sendo usada há mais de 2 mil anos, mas a maioria das pessoas tem uma visão muito limitada do que ela significa.

Não podemos perdoar a nós mesmos ou aos outros enquanto extrairmos do passado o nosso sentido do eu interior.

Somente acessando o Poder do Agora, que é o seu próprio poder, pode haver um verdadeiro perdão.

Isso tira a força do passado e você percebe, profundamente, que nada que você fez ou que os outros lhe fizeram poderia atingir, nem de leve, a radiante essência de quem você é.”

Ou seja, todo o conceito de perdão se torna então desnecessário.

E, para finalizar o livro, ele arremata respondendo à seguinte pergunta:

Quando vou poder dizer que me “entreguei”?

Ele:

“Quando você não precisar mais fazer essa pergunta!”  

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